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Uma História Da Psicanálise Popular
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- 9788571260801
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Descrição do produto
Não raro concebida como uma prática hermética e elitizada, confinada às quatro paredes do setting, a psicanálise é por vezes equiparada a todo um leque de terapias voltadas ao aumento do bem-estar individual. É precisamente essa ideia que o psicanalista francês Florent Gabarron-Garcia põe por terra neste livro, em que empreende uma verdadeira recuperação histórica dos momentos nos quais a psicanálise reafirmou seu compromisso com as classes trabalhadoras, revelando seu caráter engajado como prática e disciplina. Com esse esforço, Gabarron-Garcia visa combater o que chama de "psicanalismo", um discurso reacionário sobre o sujeito e a sociedade que se passa por psicanálise e afirma a neutralidade do campo. Conforme nos mostra o autor, esse discurso, que se tornou hegemônico nas últimas décadas, buscou operar uma purificação da história política e popular da psicanálise, contribuindo com a manutenção do poder de analista sobre paciente e das classes dominantes sobre as trabalhadoras, compactuando com uma visão burguesa sobre cuidado, saúde e ciência. Ora, o próprio pai da psicanálise, considerado por muitos como o expoente de um "pessimismo cultural" de que O mal-estar na civilização seria a prova máxima, mostrou-se por muito tempo otimista em relação a reformas sociais progressistas, tendo inclusive defendido, em 1918, a criação de clínicas públicas, que se alastraram pelo continente europeu. Como, então, chegamos até aqui?Gabarron-Garcia reconstrói uma verdadeira história popular da psicanálise. Ela começa na União Soviética dos anos 1920, mediante a experiência pioneira de Vera Schmidt com a psicanálise de crianças. Passa pelas policlínicas de Viena, pela defesa feita por Wilhelm Reich de uma revolução sexual contra o fascismo. Depois da Segunda Guerra, continua com a psicoterapia institucional de François Tosquelles e Jean Oury, com o grupo Plataforma, na Argentina, e com a "psicanálise heterodoxa" de Félix Guattari. Por fim, ainda se associa à experiência explosiva do coletivo de Heidelberg, o SPK, que defendia o potencial anticapitalista da doença e cuja repressão política, à época, causou alvoroço entre os maiores nomes da psicanálise internacional. Contra uma suposta neutralidade, este livro é uma jornada pelos caminhos revolucionários da psicanálise, os quais, conforme revela Gabarron-Garcia com atenção clínica e entusiasmo histórico, são muito mais numerosos e levam muito mais longe do que se espera, confirmando: não há transformação individual sem transformação coletiva.
Ficha técnica
- sinopse
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Não raro concebida como uma prática hermética e elitizada confinada às quatro paredes do setting a psicanálise é por vezes equiparada a todo um leque de terapias voltadas ao aumento do bem-estar individual. É precisamente essa ideia que o psicanalista francês Florent Gabarron-Garcia põe por terra neste livro em que empreende uma verdadeira recuperação histórica dos momentos nos quais a psicanálise reafirmou seu compromisso com as classes trabalhadoras revelando seu caráter engajado como prática e disciplina. Com esse esforço Gabarron-Garcia visa combater o que chama de 'psicanalismo' um discurso reacionário sobre o sujeito e a sociedade que se passa por psicanálise e afirma a neutralidade do campo. Conforme nos mostra o autor esse discurso que se tornou hegemônico nas últimas décadas buscou operar uma purificação da história política e popular da psicanálise contribuindo com a manutenção do poder de analista sobre paciente e das classes dominantes sobre as trabalhadoras compactuando com uma visão burguesa sobre cuidado saúde e ciência. Ora o próprio pai da psicanálise considerado por muitos como o expoente de um 'pessimismo cultural' de que O mal-estar na civilização seria a prova máxima mostrou-se por muito tempo otimista em relação a reformas sociais progressistas tendo inclusive defendido em 1918 a criação de clínicas públicas que se alastraram pelo continente europeu. Como então chegamos até aqui?Gabarron-Garcia reconstrói uma verdadeira história popular da psicanálise. Ela começa na União Soviética dos anos 1920 mediante a experiência pioneira de Vera Schmidt com a psicanálise de crianças. Passa pelas policlínicas de Viena pela defesa feita por Wilhelm Reich de uma revolução sexual contra o fascismo. Depois da Segunda Guerra continua com a psicoterapia institucional de François Tosquelles e Jean Oury com o grupo Plataforma na Argentina e com a 'psicanálise heterodoxa' de Félix Guattari. Por fim ainda se associa à experiência explosiva do coletivo de Heidelberg o SPK que defendia o potencial anticapitalista da doença e cuja repressão política à época causou alvoroço entre os maiores nomes da psicanálise internacional. Contra uma suposta neutralidade este livro é uma jornada pelos caminhos revolucionários da psicanálise os quais conforme revela Gabarron-Garcia com atenção clínica e entusiasmo histórico são muito mais numerosos e levam muito mais longe do que se espera confirmando: não há transformação individual sem transformação coletiva. - CODPROERP
- LV498110
- Formato
- BROCHURA
- Número de Páginas
- 224
- Subtítulo
- Uma história da psicanálise popular
- Titulo
- Uma história da psicanálise popular
- Editora
- UBU EDITORA
- Autor
- FLORENT GABARRON GARCIA
- Ano da Edição
- 2023
- EAN13
- 9788571260801
- Edição
- 1
- Idioma
- PORTUGUES
- Fabricante
- UBU EDITORA
- ISBN
- 857126080X
- Páginas
- 224
- Peso
- 0.35
Tributos e contexto fiscal
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