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Porto Do Pantanal
LC- GTIN / EAN
- 9786555192735
- NCM
- 49019900
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Porto Do Pantanal é fabricado pela LC, na categoria Livros, com código de barras 9786555192735. Classificado no NCM 49019900 (-- Outros).
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Código de barras
9786555192735
Classificação fiscal
- NCM
- 49019900-- Outros
Descrição do produto
Quem acompanha as múltiplas criações de Sérgio Medeiros pode esperar uma surpresa feliz a cada nova publicação, pelas variações de tom e de gênero de seus livros: entre dramaturgia, crítica com humor, imersão na paisagem natural e humana, delírio surreal e retrato realista, poesia e narrativa... um universo a se desdobrar através de suas visões tão precisas quanto imaginativas. A capacidade sensória para fotografias com palavras, em que se recorta, amplia, exprime, sempre o distinguiu, como haicais em forma de gravuras. Nos últimos tempos, mais uma inovação: a pintura dos glifos - algo entre hieróglifo, arabesco, código maia, action painting - conversa, um tanto misteriosa, com os escritos. As cores e texturas já perceptíveis antes, em seu estilo de presenças substanciais, ganham materialidade. Em Porto do Pantanal, duas personagens míticas se acasalam e se invertem para dar origem a um espetáculo de águas inconstantes, abertas à incompletude do que gera e é gerado. Os elementos da natureza (rios, corixos, pântanos, nuvens, barro) revoluteiam à volta da energia erótica de Cipac e Rusal. Deles emergem letras (glifos silvestres) nascidas de ovos de pássaros, de ventres de bichos, em meio a peixes-folhas, nesse mundo cambiante. Sem decidir se é verso ou prosa rítmica, marcada por reticências que indiciam continuidades e fluxos, a narrativa dá a ver os coleios da onça-pintada, as batidas das patas do jacaré, o voo da ninfa, numa dança da qual rebentam como flores seres-letras. A escultura "dorsoonda", reproduzida no final, parece sintetizar o casamento "tumultuoso" (na definição do autor) de cosmogonias poéticas e de palavra com desenho. Ao final, não saímos do livro. Imersos em seu vigor inquieto, pressentimos amplos movimentos de expansão, que anunciam partos e brotos a se revelar. Sergio Medeiros (Bela Vista, Mato Grosso do Sul, 16 de junho de 1959) é poeta, artista visual, dramaturgo, ficcionista, ensaísta, tradutor e professor de literatura na UFSC. Ganhou o Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2017 na categoria Poesia, com a obra A idolatria poética ou a febre de imagens. Sua obra poética, em parte já traduzida para o espanhol, o italiano e o inglês, é verbo-visual e busca inspiração no pensamento ameríndio, explorando especialmente o totemismo. Uma noção sempre presente nos seus textos (nos quais se destacam o símile e a prosopopeia como principais figuras de linguagem) é a de "sex appeal dos vegetais", a qual o levou a dialogar com o filósofo italiano Mario Perniola, de quem editou alguns ensaios no Brasil quando foi diretor da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC).
Ficha técnica
- sinopse
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Quem acompanha as múltiplas criações de Sérgio Medeiros pode esperar uma surpresa feliz a cada nova publicação pelas variações de tom e de gênero de seus livros: entre dramaturgia crítica com humor imersão na paisagem natural e humana delírio surreal e retrato realista poesia e narrativa... um universo a se desdobrar através de suas visões tão precisas quanto imaginativas. A capacidade sensória para fotografias com palavras em que se recorta amplia exprime sempre o distinguiu como haicais em forma de gravuras. Nos últimos tempos mais uma inovação: a pintura dos glifos - algo entre hieróglifo arabesco código maia action painting - conversa um tanto misteriosa com os escritos. As cores e texturas já perceptíveis antes em seu estilo de presenças substanciais ganham materialidade.Em Porto do Pantanal duas personagens míticas se acasalam e se invertem para dar origem a um espetáculo de águas inconstantes abertas à incompletude do que gera e é gerado. Os elementos da natureza (rios corixos pântanos nuvens barro) revoluteiam à volta da energia erótica de Cipac e Rusal. Deles emergem letras (glifos silvestres) nascidas de ovos de pássaros de ventres de bichos em meio a peixes-folhas nesse mundo cambiante. Sem decidir se é verso ou prosa rítmica marcada por reticências que indiciam continuidades e fluxos a narrativa dá a ver os coleios da onça-pintada as batidas das patas do jacaré o voo da ninfa numa dança da qual rebentam como flores seres-letras. A escultura 'dorsoonda' reproduzida no final parece sintetizar o casamento 'tumultuoso' (na definição do autor) de cosmogonias poéticas e de palavra com desenho.Ao final não saímos do livro. Imersos em seu vigor inquieto pressentimos amplos movimentos de expansão que anunciam partos e brotos a se revelar.Sergio Medeiros (Bela Vista Mato Grosso do Sul 16 de junho de 1959) é poeta artista visual dramaturgo ficcionista ensaísta tradutor e professor de literatura na UFSC. Ganhou o Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2017 na categoria Poesia com a obra A idolatria poética ou a febre de imagens. Sua obra poética em parte já traduzida para o espanhol o italiano e o inglês é verbo-visual e busca inspiração no pensamento ameríndio explorando especialmente o totemismo. Uma noção sempre presente nos seus textos (nos quais se destacam o símile e a prosopopeia como principais figuras de linguagem) é a de 'sex appeal dos vegetais' a qual o levou a dialogar com o filósofo italiano Mario Perniola de quem editou alguns ensaios no Brasil quando foi diretor da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC). - CODPROERP
- LV543677
- Formato
- BROCHURA
- Número de Páginas
- 64
- Subtítulo
- PORTO DO PANTANAL
- Titulo
- PORTO DO PANTANAL
- Editora
- ILUMINURAS
- Autor
- SERGIO MEDEIROS
- Ano da Edição
- 2025
- EAN13
- 9786555192735
- Edição
- 1
- Idioma
- PORTUGUES
- Fabricante
- ILUMINURAS
- ISBN
- 6555192739
- Páginas
- 64
- Peso
- 0.015
Tributos e contexto fiscal
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